Offline
MENU
NA ONDA DO ESPORTE
EUROPA ENGENHARIA
PUBLICIDADE
ARMAZÉM PARAIBA
Publicidade
Publicidade
Publicidade
PUBLICIDADE
Você tem certeza que seus dois olhos enxergam da mesma forma?
Por Dulina Fernandes
Publicado em 19/11/2025 10:33
Saúde

Foto: Freepik

 

Você sabia que quando um olho não enxerga bem, nosso cérebro pode passar a utilizar somente as informações do outro olho? Embora pareça coisa de ficção, esta situação é bastante comum em crianças com ambliopia, o chamado olho preguiçoso, e contribui para que, muitas vezes, o problema oftalmológico demore anos para ser percebido e a visão fique permanentemente comprometida.

Sem referências sobre como seria enxergar normalmente com os dois olhos, a criança se acostuma a usar apenas o que oferece melhor nitidez. Ao mesmo tempo, o cérebro começa a ignorar as imagens do olho com problemas de visão que, consequentemente, deixa de ser estimulado para funcionar corretamente.

De acordo com a Dra. Eveline Barros, médica oftalmologista, “a ambliopia é uma baixa visual em que mesmo com a correção de algum grau, a visão não melhora. E é muito importante que o tratamento seja feito até os seis ou sete anos, enquanto o sistema visual ainda está em desenvolvimento. Por isso a detecção precoce da condição é fundamental”.

A falta de queixas e de sintomas óbvios são alguns dos desafios no diagnóstico da ambliopia. Em alguns casos, a criança apresenta estrabismo e os pais conseguem perceber que seus olhos estão desalinhados. Outro sinal é quando ela aperta os olhos para tentar visualizar algum objeto. Mas a melhor forma de identificar o problema é por meio de uma avaliação oftalmológica.

A médica diz quais são as causas mais comuns da ambliopia:

  •  erro de refração: miopia, hipermetropia ou astigmatismo em grau elevado;
  • anisometropia: condição em que há diferença significativa de grau refrativo entre os dois olhos;
  • estrabismo: quando os olhos se movem de maneira descoordenada e desviam para direções diferentes;
  • em decorrência de algumas doenças: catarata infantil, alterações na retina que podem ser identificadas pelo Teste do Olhinho, toxoplasmose, entre outras.
     

A Dra. Eveline Barros conta que “há casos de ambliopia em que a pessoa vive bem a vida inteira, sempre copiou as lições da escola com facilidade e nunca apresentou dificuldade para ler. Somente durante uma avaliação oftalmológica ou já no início da idade adulta, quando vai fazer o exame de vista para tirar a carteira de motorista, é que descobre que praticamente não enxerga com um dos olhos”.

O tratamento da ambliopia depende diretamente da causa, para que seja feita a correção do problema que impede a visão normal. O oftalmologista poderá indicar óculos ou lentes de contato, se houver erro refrativo, além do uso de um tampão no olho bom, para estimular o uso e o desenvolvimento do olho afetado. Também podem ser recomendados exercícios visuais, colírios e, em alguns casos, cirurgia.

A médica reforça que “na infância geralmente não sabemos expressar uma dificuldade visual, por isso é fundamental que até os dois anos, os pais ou responsáveis agendem uma consulta com o oftalmologista a cada seis meses. Após esta idade, a avaliação oftalmológica poderá ser feita anualmente, a menos que apareça algum sintoma inesperado que precise ser investigado logo”. A mensagem é clara: um simples exame pode fazer toda a diferença e salvar a visão de uma criança.

Comentários