A Operação Piracema segue fortalecendo as ações de fiscalização ambiental no Piauí e já apresenta resultados expressivos. Conforme dados do setor de Fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), em um ano foram realizadas sete operações com a apreensão de 10 mil metros de redes de pesca e mais de 50 quilos de pescado, além da devolução de 10 quilos de peixes vivos ao habitat natural.
Os números contam desde o período da Piracema passada até a atual, que teve início no dia 15 de novembro de 2025. As operações foram realizadas em municípios da bacia do Rio Parnaíba, entre eles Teresina, Barras, Esperantina, Campo Largo, Joaquim Pires, Buriti dos Lopes e Parnaíba. O novo ciclo reprodutivo dos peixes vai até o próximo dia 16 de março. Até lá é proibido fazer pescas em grande escala.

De acordo com Renato Nogueira, gerente de Fiscalização da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), a operação tem papel estratégico na proteção ambiental. “A piracema é um período decisivo para a reprodução dos peixes. A retirada de redes ilegais garante a renovação dos estoques e a sustentabilidade da atividade pesqueira”, destacou o gestor.

Já o secretário do Meio Ambiente, Feliphe Araújo, ressaltou que os resultados refletem o fortalecimento das ações de fiscalização no estado. “Esses números demonstram o compromisso do Governo do Estado com a proteção dos nossos rios e com a conservação da biodiversidade. A Operação Piracema alia fiscalização, educação ambiental e responsabilidade social, assegurando que os recursos naturais sejam preservados para as próximas gerações”, afirmou o gestor.
Durante o período da piracema, a pesca é permitida apenas de forma artesanal, com uso de linha, anzol e vara, limitada a até 5 quilos por pescador cadastrado. O uso de redes, tarrafas e armadilhas, assim como a pesca em áreas sensíveis, permanece proibido.
