O presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, Aderson Nogueira, afirmou que o Poder Judiciário atua com independência e não sofre qualquer tipo de influência de facções criminosas. A declaração foi feita nesta quarta-feira (7), durante entrevista ao cidadeverde.com, no mesmo dia em que o magistrado assumiu interinamente o comando do Poder Executivo estadual.
Ao ser questionado sobre o avanço de organizações criminosas no estado e os reflexos no sistema de Justiça, Aderson Nogueira foi enfático ao afirmar que juízes não se submetem a pressões externas.
“O Tribunal de Justiça não se influencia por facção nem por ninguém. O juiz não baixa a cabeça para ninguém. Nós não temos compromisso com bandidos”, declarou.
Julgar processos e reduzir a morosidade
O presidente do TJ-PI ressaltou que a principal missão do Judiciário é garantir a prestação jurisdicional com eficiência, respeitando o devido processo legal e o direito à ampla defesa.
Segundo ele, a meta do tribunal é julgar mais processos do que aqueles que ingressam diariamente no sistema, como forma de combater a morosidade.
“A nossa função principal é julgar. Não podemos atropelar o procedimento que o Código impõe, mas temos avançado muito. Hoje, não há mais um acervo tão elevado como no passado”, afirmou.
De acordo com o magistrado, somente no último ano, o Tribunal de Justiça do Piauí julgou mais de 400 mil processos, resultado atribuído ao aumento da produtividade e ao uso de ferramentas tecnológicas.
Tecnologia auxilia julgamentos no TJ-PI
Aderson Nogueira destacou ainda os investimentos em inovação dentro do Judiciário, com o uso de plataformas digitais e sistemas de apoio ao magistrado, como ferramentas de inteligência artificial.
“Hoje contamos com um parque tecnológico muito bom, que oferece ao julgador mais agilidade e informações sobre cada processo, o que contribui para decisões mais rápidas e eficientes”, explicou.
Orçamento é limitado, afirma presidente
Apesar dos avanços, o presidente do TJ-PI reconheceu que o orçamento do Judiciário é insuficiente diante das demandas. Segundo ele, mais de 93% dos recursos são destinados ao pagamento de pessoal.
“Nosso orçamento é muito aquém do que precisamos, mas trabalhamos com o que é possível. Tentamos fazer o máximo dentro dessa realidade”, concluiu.