Foto: Reprodução / SSP-PI
A Justiça decretou, nesta terça-feira (13), a prisão preventiva do motorista de aplicativo Ilko de Sousa, suspeito de estuprar e roubar uma vendedora de 40 anos em Teresina. A decisão foi tomada durante a audiência de custódia, após representação da Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público. O cidadeverde.com apurou que ele foi encaminhado para a Cadeia Pública de Altos.
Segundo o delegado Roni Silveira, responsável pelo caso, a autoridade policial representou pela prisão preventiva e o Ministério Público (MP) acatou o pedido. O juiz entendeu que os elementos apresentados, como a gravidade do crime, os indícios de autoria e os fundamentos legais, justificavam a manutenção da prisão cautelar.
“O juiz acatou, entendeu que os pressupostos e fundamentos estavam presentes e decretou a prisão preventiva. O suspeito já foi ouvido, passou pela audiência de custódia e foi encaminhado ao sistema penitenciário. Agora o caso segue na esfera da Justiça”, explicou o delegado.
A defesa do investigado, representada pelo advogado Eucherlis Teixeira, afirmou que o suspeito nega a autoria do crime. De acordo com o advogado, embora o flagrante não tenha sido homologado e a prisão inicial tenha sido relaxada, a magistrada decretou a prisão preventiva a pedido do MP.
“Ele apresentou sua versão dos fatos e nega a existência do estupro. O processo corre sob segredo de justiça por se tratar de crime sexual, então precisamos respeitar o sigilo”, declarou o defensor, acrescentando que a defesa atuará nos autos assim que o caso for distribuído à vara competente.
Relembre o caso
Ilko de Sousa foi preso na tarde desta segunda-feira (12), na Zona Norte de Teresina, nas proximidades do Aeroporto, onde estava escondido na casa de uma tia. De acordo com a investigação, o suspeito pretendia fugir para Curitiba após o crime e chegou a comprar uma passagem com parte do dinheiro subtraído da vítima.
O crime ocorreu na noite do último sábado (10), no bairro Gurupi. A vítima relatou à polícia que já conhecia o motorista por corridas realizadas por aplicativo e, após criar uma relação de confiança, passou a contratá-lo de forma particular. Na noite do crime, ele teria buscado a mulher sob o pretexto de irem fazer um lanche.
Durante o trajeto, o suspeito teria desviado o percurso, anunciado o assalto em uma rua deserta, ameaçado a vítima com uma faca e a obrigado a manter relação sexual contra a vontade. Em seguida, roubou o celular, outros pertences e forçou uma transferência via Pix de R$ 1.500. Após o crime, a mulher foi abandonada no local, conseguiu ajuda em uma residência próxima e acionou a Polícia Militar.
A vítima foi encaminhada para atendimento médico e passou por exame pericial, que confirmou lesões compatíveis com violência sexual. O caso segue sob investigação e em segredo de justiça.