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Inquéritos da PF sobre abuso sexual infantil na internet mais que dobram no PI
Por Dulina Fernandes
Publicado em 08/03/2026 18:50 • Atualizado 08/03/2026 18:52
Piaui

Foto: Ascom/PF

 

O número de inquéritos policiais (IPLs) abertos pela Polícia Federal (PF) para apurar crimes cibernéticos relacionados ao abuso sexual infantojuvenil no Piauí mais que dobraram nos últimos dois anos, é o que revela um levantamento inédito da Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência publica. 

Conforme o levantamento, de acordo com dados elaborados pela Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (DCIBER), quantidade de IPLs abertos pela PF no Piauí para investigar casos relacionados ao abuso sexual infantojuvenil na internet subiu de 15 em 2023 para 33 em 2024 e no ano passado. 

Cada inquérito aberto pela PF pode investigar uma ou mais condutas criminosas, envolvendo mais de uma vítima e também mais de um suspeito investigado. Isso significa dizer que, na prática, a quantidade de crimes sendo investigados no estado pode ser ainda maior.

Foto: Ascom/PF

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Ao Cidadeverde.com, a delegada Milena Caland explicou que essas investigações da PF relacionadas a crimes de abusos sexual infanto-juvenil no estado tem como alvo os crimes de armazenamento, compartilhamento, produção e venda de material pornográfico infantil por meio da internet.

“São crimes gravíssimos e que implicam em violações a direitos humanos das vítimas e que exigem atenção e repressão contínuas pelos organismos de segurança pública, inibindo futuras abordagens por parte dos abusadores e dissuadindo novas práticas criminosas”, disse a autoridade policial.

Em todo o Brasil, a quantidade de inquéritos relacionados ao abuso sexual infantojuvenil na internet abertos pela PF caiu 8% em 2025 na comparação com 2024 (de 2.173 para 1.999 casos). O número de investigações instauradas seguiu alto em relação a 2023, quando 1.431 casos foram instaurados pela Polícia Federal.

Em oito Estados brasileiros, o número de investigações sobre estes crimes cresceu em 2025 na comparação com o ano anterior. As altas ocorreram no Amazonas, na Bahia, no Espírito Santo, no Maranhão, em Minas Gerais, em Rondônia, em Roraima e no Tocantins.

A violência sexual contra crianças e adolescentes é considerado crime hediondo desde 2014. Cada investigação da PF investiga uma ou mais condutas criminosas e pode envolver mais de uma vítima e também mais de um suspeito investigado. Isso significa dizer que, na prática, a quantidade de crimes, de fato, investigados pode ser maior.

Como esses crimes ocorrem

Em se tratando de crimes cometidos especificamente em ambiente virtual, Caland explicou que a principal forma de acesso ao material ilícito é a internet, através dos diversos modelos de redes sociais, interação em jogos on-line que possuem chats não moderados, fóruns, aplicativos de mensageria etc.

“O abusador tem como objetivo inicial conquistar a confiança da vítima ou mesmo de seus responsáveis legais, abrindo caminho para a manipulação, valendo-se de estratégias aparentemente inofensivas como interesses mútuos, estelionato emocional (elogios e gentilezas, sensibilidade), oferta de presentes, com o intuito de estabelecer vínculos que podem evoluir para sexualização do relacionamento, chantagens e ameaças, razão pela qual a supervisão parental é sempre necessária”, alerta a delegada.

Foto: Ascom/PF

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Como proteger crianças e adolescentes

Diante do risco no ambiente virtual, a delegada da PF ressalta que pais, responsáveis, educadores e demais profissionais que atuam no atendimento a crianças e adolescentes precisam buscar orientações sobre as formas de navegação segura e os cuidados necessários para que a internet seja usada da forma mais segura.

“Exercer o papel ativo no quesito segurança virtual também envolve o uso de ferramentas de controle, a fim de inibir o acesso a conteúdos inadequados, além do monitoramento do tempo de tela”, recomendou Caland, que também destacou a importância de orientação sobre educação sexual protetiva, reconhecimento de limites e cenários de risco bem como formas de agir quando perceber situações que possam configurar abuso.

Canais de denúncia

Para denúncia casos de relacionados ao abuso sexual infantojuvenil na internet, basta realizar uma comunicação formal de forma anônima acessando o site Comunica PF (gov.br). Ao acessar a plataforma, basta escolher a opção “abuso sexual infanto-juvenil em ambiente cibernético” e preencher os detalhes do crime

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