Foto: Ascom/Sesapi
O Projeto AMEI (Atendimento Médico Especializado Itinerante) realizou mais de 14,5 mil consultas especializadas no Piauí entre agosto de 2025 e março de 2026, ampliando o acesso a serviços de saúde em regiões com menor cobertura. Os dados são do Instituto de Desenvolvimento do Nordeste (IDENE) e apontam avanços na descentralização do atendimento no estado.
Ao todo, foram contabilizadas 14.538 consultas nas áreas de dermatologia, ginecologia e urologia, contemplando pacientes dos 12 territórios de desenvolvimento do Piauí.
Além das consultas, o projeto também realizou 886 exames e procedimentos voltados, principalmente, ao diagnóstico precoce de doenças. Entre eles, estão investigações relacionadas aos tipos de câncer mais incidentes na população.
Outro dado que chama atenção é o número de biópsias realizadas: 1.396 no período. Desse total, 640 tiveram resultado positivo, o que representa uma taxa de positividade de 65,08%. O índice reforça a importância das ações de rastreamento e detecção precoce.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), o modelo itinerante tem contribuído para reduzir desigualdades no acesso aos serviços especializados, ao alcançar áreas mais distantes dos grandes centros. A estratégia também amplia as chances de diagnóstico precoce de doenças como câncer de pele, colo do útero e próstata.
O secretário de Saúde, Dirceu Campêlo, destacou o impacto da iniciativa. “O Projeto AMEI tem um papel fundamental ao levar atendimento especializado para mais perto da população. Estamos ampliando o acesso, reduzindo desigualdades e garantindo que mais piauienses tenham a oportunidade de um diagnóstico precoce e tratamento adequado”, afirmou.