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Linha de transmissão de energia renovável no Piauí será concluída em 18 meses
Governador Rafael Fonteles vistoriou obra de R$ 1,5 bilhão em São João do Piauí e gerou cerca de 3 mil empregos
Por Dulina Fernandes
Publicado em 16/04/2026 17:19
Piaui
Obra será concluída em 18 meses

O prazo original para a conclusão da nova linha de transmissão que corta o Piauí caiu de 48 para 18 meses, menos da metade do tempo inicialmente estimado. A antecipação foi informada ao governador Rafael Fonteles durante visita à implantação do empreendimento nesta quinta-feira (16), nos municípios de São João do Piauí e Ribeiro Gonçalves.

Com cerca de 530 quilômetros de extensão e investimento estimado em R$ 1,5 bilhão, a linha de transmissão inclui subestações de grande porte e vai ampliar a capacidade de distribuição da energia gerada por fontes renováveis, como solar e eólica. O projeto é considerado estratégico para viabilizar novos investimentos no setor e reduzir as restrições de escoamento da energia limpa produzida no estado.Foto: 

Obra vai viabilizar novos investimentos no setor (Foto: João Allbert)

 

 

Durante a visita, o governador Rafael Fonteles destacou a importância da obra para o crescimento da geração de energia limpa no Piauí. “É um momento muito importante para mostrar o que está ocorrendo no Piauí. A geração de energia elétrica cresceu, sobretudo a fonte solar e eólica, e esses reforços no sistema são fundamentais. Essa é uma obra gigantesca, cortando o Piauí, dando confiabilidade ao sistema e permitindo novas cargas nessas subestações”, afirmou.

O gestor também ressaltou o impacto da expansão da infraestrutura energética para o desenvolvimento regional. “Essa região estava à margem do desenvolvimento, e as energias renováveis estão mudando essa realidade. A gente fala muito de geração, mas só vai continuar tendo investimentos bilionários no Piauí se tivermos também investimentos bilionários em transmissão”, pontuou Fonteles.

A obra mobiliza cerca de 3 mil trabalhadores ao longo da execução (Foto: João Allbert)

O CEO da empresa portuguesa EDP América do Sul, João Brito, responsável pela execução da obra, destacou que o investimento contribui para a segurança energética e para a transição energética. “Esse investimento garante segurança da rede, resiliência no abastecimento e permite que a energia renovável chegue com mais eficiência às casas”, reforçou.

Empregos e dimensão da obra
Outro ponto destacado foi a geração de empregos. A obra mobiliza cerca de 3 mil trabalhadores ao longo da execução. O projeto envolve a atuação integrada de empresas internacionais e inclui subestações de grande porte, consideradas entre as maiores do grupo responsável, ampliando a capacidade do sistema e a conexão com outras regiões do país. 

Fonte: Governo do Estado

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