Principal objetivo da pesquisa é identificar casos de forma precoce.
A Universidade Federal do Piauí (UFPI) está com atendimento aberto ao público para testagem gratuita de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como HIV e sífilis. A ação faz parte de uma pesquisa desenvolvida pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e tem como foco ampliar o diagnóstico precoce e facilitar o acesso ao tratamento.
O atendimento acontece entre os dias 22 de abril e 30 de junho, com horários pela manhã, de segunda a quinta-feira, das 8h às 11h, e à tarde, às terças e quintas-feiras, das 14h às 16h. É possível agendar previamente pelo Instagram @somosgedi, mas também há atendimento por demanda espontânea, conforme disponibilidade.
Parte da equipe do Grupo de Estudos Sobre Doenças Infecciosas e outros agravos (GEDI)
Os atendimentos são realizados no prédio da Pós-Graduação em Enfermagem da UFPI, em Teresina, com oferta de exames, orientação e encaminhamento, quando necessário. A iniciativa busca alcançar principalmente populações mais vulneráveis, mas está aberta a participantes maiores de 18 anos que recebam convite por meio da metodologia adotada no estudo.
Além de contribuir com a pesquisa científica, quem participa tem acesso a um serviço de saúde gratuito e sigiloso. Todo o processo é feito com garantia de anonimato, sem identificação por nome, apenas por códigos, o que ajuda a reduzir barreiras e o receio ainda associado ao tema.
Líder do GEDI, professora Rosilane Magalhães
A coordenadora do estudo, professora Rosilane de Lima Magalhães, explica que o principal objetivo é identificar casos de forma precoce. “Quando o diagnóstico é feito cedo, aumentam as chances de tratamento e melhora na qualidade de vida, além de reduzir a transmissão”, destaca.
A pesquisa utiliza uma metodologia em rede, na qual os participantes convidam outras pessoas, ampliando o alcance do atendimento. Esse modelo permite chegar a públicos que, muitas vezes, não acessam os serviços tradicionais de saúde. Para os pesquisadores, a iniciativa também ajuda a fortalecer as políticas públicas. “A sífilis, por exemplo, ainda é considerada uma epidemia. Estudos como esse ajudam a entender melhor o cenário e orientar ações de prevenção”, explica a mestranda Luísa Carolina de Sousa.
Fonte: Universidade Federal do Piauí