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Senadores do Piauí comentam rejeição de Jorge Messias ao STF após votação
Por Dulina Fernandes
Publicado em 30/04/2026 09:47
Geral

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

 

A rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (29), repercutiu entre senadores do Piauí, que acompanharam a votação e se posicionaram sobre o resultado no plenário. O indicado do presidente Lula recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários, abaixo dos 41 necessários para aprovação.

A decisão, considerada inédita na história recente do país, representa um revés para o governo federal e obriga o presidente Lula a indicar um novo nome para a vaga na Corte.

Os senadores piauienses destacaram tanto o impacto político da rejeição quanto o cenário de tensão entre Executivo e Legislativo.

senador Ciro Nogueira (Progressistas) afirmou que a votação no Senado que rejeitou a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal representa bem mais que uma derrota do governo no parlamento.

“É o fim do governo”, avalia Ciro, que votou a favor da indicação e fez elogios ao advogado geral da União. “Um homem de bem e competente”, afirma. 

senador Marcelo Castro (MDB) que integra a base governista, lamentou a decisão e admite desgaste do governo na relação com o Congresso Nacional.

Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

Ciro Nogueira

“Sabemos quem promoveu tudo isso”, diz Jorge Messias 

O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que sofreu um “processo de desconstrução” durante a tramitação de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada após o Senado rejeitar seu nome para a Corte.

“Passei cinco meses por um processo de desconstrução da minha imagem. Toda sorte de mentiras para me desconstruir ocorreu. Nós sabemos quem promoveu tudo isso”, afirmou.

Mais cedo, Messias havia sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) após uma sabatina de mais de oito horas, com placar apertado de 16 votos a 11. Durante a sessão, o advogado-geral da União defendeu o equilíbrio entre os Poderes e buscou sinalizar posições a diferentes correntes políticas.

"Piauí me deu régua e compasso"

Também em sabatina, a relação de Messias com o estado do Piauí foi um dos pontos destacados. Jorge Messias destacou sua vida escolar no Piauí ao defender sua aprovação para o cargo de ministro do STF. Filho de pernambucanos, o advogado-geral da União afirmou que também se considera piauiense, já que morou e estudou em Teresina até os seus 17 anos.

“Venho de dois estados, porque tenho orgulho de ter nascido em Pernambuco, mas tido a minha vida escolar no Piauí, no estado do senador Marcelo Castro e do senador Wellington Dias. Estado que me acolheu com muito carinho. Esse estado me deu régua e compasso, foi onde tive minha vida escolar. Meus pais eram humildes, mas nunca deixaram de investir na educação”, declarou.

A indicação de Messias ao STF havia sido anunciada pelo governo federal há cerca de cinco meses e enviada formalmente ao Senado no início de abril.

O Senado não rejeitava indicações para o STF desde o fim do século 19. Segundo registros da Casa, as últimas rejeições ocorreram em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto.

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