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Dispositivos inteligentes ampliam controle do abastecimento de água no Piauí
Por Dulina Fernandes
Publicado em 14/05/2026 18:44
Piaui

Foto: Divulgação/Ascom

 

A Águas do Piauí está investindo em inovação para tornar o sistema de abastecimento mais eficiente em todo o estado. Um dos principais avanços é a instalação de data loggers, que são dispositivos inteligentes que permitem o monitoramento remoto e em tempo real de pontos estratégicos da rede de água.

Atualmente, o Estado conta com quase 2 mil loggers instalados, além de 41 plantas com telemetria e 6 elevatórias de esgoto monitoradas, consolidando um sistema cada vez mais automatizado e integrado. Esta tecnologia está presente em diversas estruturas, como poços, estações de tratamento de água (ETAs), boosters, reservatórios e pontos da rede de distribuição.

A gerente do Centro de Operações Integradas (COI) da concessionária, Isadora Andrade, explica que o principal objetivo da implantação dos loggers é garantir maior controle operacional.

“Esses equipamentos permitem o acompanhamento contínuo do sistema, identificando imediatamente qualquer parada ou anomalia. Isso evita episódios de falta d’água e melhora a regularidade do abastecimento. Diariamente, utilizamos para identificar ocorrências como paradas de poços, falhas em sistemas de bombeamento e quedas no nível de reservatórios, possibilitando uma atuação ágil e preventiva”, destaca.

Redução de perdas e melhoria no abastecimento

Outro benefício dos loggers é a redução de perdas de água, pois, por exemplo, ao controlar os níveis dos reservatórios, evita-se que extravasamentos ocorram. O monitoramento constante permite ajustes rápidos, contribuindo para maior eficiência do sistema. 

Além disso, os dados georreferenciados ajudam a identificar pontos críticos da rede, como quedas de pressão ou gargalos operacionais. Essas informações orientam decisões estratégicas, como reforço no bombeamento, obras de melhoria e ajustes na distribuição.

A definição dos pontos de instalação dos loggers segue critérios técnicos, como a criticidade dos ativos, histórico de falhas e impacto no abastecimento. Poços, sistemas de bombeamento e reservatórios estão entre as prioridades.

“Nós também realizamos monitoramento em residências localizadas em diferentes altitudes, tanto em áreas mais altas quanto mais baixas, para avaliar a variação de pressão ao longo da rede e garantir uma distribuição mais equilibrada da água”, finaliza a gerente do COI.

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