Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com
Em entrevista ao Jornal do Piauí nesta segunda-feira (25), o prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel (PP), reiterou o alinhamento administrativo e político com o governador Rafael Fonteles (PT), mesmo pertencendo a um partido que faz oposição à gestão estadual.
“Minha preocupação maior é administrar Parnaíba e fazer a gestão diferenciada que sonhei. Fiz muitos projetos durante a campanha e busquei apoios. Fui a Brasília, procurei deputados, senadores e também o governador Rafael Fonteles. Apresentei meus projetos e ele estendeu a mão para ajudar”, disse.
Francisco Emanuel também garantiu que essa aproximação petista não gera nenhum tipo de desconforto dentro do PP. “De forma alguma. Minha cidade vem em primeiro lugar. O senador Ciro já disse: ‘Prefeito, você tem que escolher o melhor para sua cidade, você está certo’”, frisou.
Mesmo enfatizando que está bem no PP, o prefeito de Parnaíba não descartou a possibilidade de uma mudança partidária caso seu alinhamento ao governador se tornasse um problema. Apesar disso, ressaltou que não cogita migrar para outra legenda. “Não, de forma alguma”, declarou.
Por fim, Francisco Emanuel avalia que sua relação tanto a oposição e governistas tem sido positiva para Parnaíba. “Hoje tenho apoio de deputados estaduais de diferentes grupos políticos, todos trazendo recursos para a cidade. O importante é que tragam obras e melhorias para a população”, comentou.
Auditoria
Durante a entrevista, o prefeito comentou os indícios de irregularidades envolvendo recursos federais da saúde deixados pela administração passada. O gestor afirmou que os casos já foram encaminhados aos órgãos de controle e à Polícia Federal.
“Essa denúncia chegou hoje, nesse relatório do Denasus. Ele se refere primeiramente a uma emenda de R$ 4 milhões e meio que veio para a gestão passada, em 2024, para ser destinada ao Hospital Marques Basto. O recurso cai no município e o município repassa para o filantrópico”, afirmou.
Segundo Francisco Emanuel, parte desses recursos teria sido movimentada de forma irregular. “Esse dinheiro caiu na conta do município da saúde, que era para ter sido pago. Só que ele foi transferido para a conta geral e de lá foi desviado para outras localidades. Isso não pode. O dinheiro é carimbado”, disse.
A preocupação é que as investigações acabem causando bloqueios judiciais nas contas do município. “Você imagina chegar um órgão fiscalizador e bloquear as contas da saúde, tirar de repente R$ 4 milhões e meio. Como é que eu vou seguir com os programas que estamos implantando?”, questionou.