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Maioria dos brasileiros culpam Flávio por tarifaço dos EUA contra Brasil
Levantamento aponta que 42% dos brasileiros consideram que a aproximação do senador com Donald Trump contribuiu para a adoção das novas tarifas; Lula lidera disputa presidencial
Por Dulina Fernandes
Publicado em 15/06/2026 13:08
Geral
Flávio Bolsonaro e Donald Trump na Casa Branca. Foto: reprodução

A aproximação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a ser vista de forma negativa por parte significativa do eleitorado brasileiro. É o que aponta a pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (15), que investigou a percepção dos brasileiros sobre o novo pacote de tarifas comerciais imposto pelos Estados Unidos ao Brasil.

Segundo o levantamento, 42% dos entrevistados afirmam que a medida é mais responsabilidade de Flávio Bolsonaro, sob o entendimento de que a relação da família Bolsonaro com o governo norte-americano teria contribuído para a adoção das sanções como forma de pressionar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 39% atribuem a maior parcela da responsabilidade ao próprio Lula, alegando falta de alinhamento diplomático com Washington.

A pesquisa também mostra que 11% dos entrevistados acreditam que a decisão dos Estados Unidos não pode ser atribuída a nenhum dos dois líderes, uma vez que estaria relacionada a interesses próprios do governo norte-americano. Outros 8% não souberam ou preferiram não responder.

O debate sobre a política externa ocorre em meio à corrida presidencial de 2026. No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 42% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 33%. Em comparação com a pesquisa anterior, divulgada em maio, o presidente avançou dois pontos percentuais, enquanto o senador perdeu dois pontos. Em outro cenário testado, Lula passou de 41% para 43%, enquanto Flávio recuou de 35% para 34%.

Facções na lista de terrorismo dividem opiniões

O levantamento também avaliou a percepção da população sobre a decisão dos Estados Unidos de incluir facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, na lista de organizações terroristas estrangeiras.

Para 37% dos entrevistados, a medida pode representar uma ameaça à soberania nacional, abrindo espaço para possíveis interferências dos Estados Unidos em assuntos internos do Brasil. Já 30% avaliam que a decisão pode contribuir para o combate ao crime organizado sem afetar a autonomia do país.

Outros 23% consideram que a medida terá pouco ou nenhum impacto prático na segurança pública brasileira, classificando-a como uma ação burocrática ou simbólica. Os que não souberam responder somam 9%.

Lula lidera cenários eleitorais

Os resultados da pesquisa indicam que temas relacionados à política internacional e à relação entre Brasil e Estados Unidos podem influenciar o debate eleitoral nos próximos meses. Em meio a esse cenário, Lula mantém a liderança nas simulações de primeiro turno e também aparece à frente dos adversários nos cenários de segundo turno testados pelo instituto.

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.017 eleitores por telefone entre os dias 12 e 14 de junho, em todas as unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Fonte: Diario do Centro do Mundo (DCM)

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