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Lista de inelegíveis das Eleições 2026 sai até 15 de julho
Até 15 de julho, órgãos de controle encaminham informações à Justiça Eleitoral para análise das candidaturas às Eleições 2026. Entenda como funciona a chamada lista de inelegíveis.
Por Dulina Fernandes
Publicado em 03/07/2026 11:29
Política
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Com o calendário das Eleições 2026 em andamento, a Justiça Eleitoral começa a receber, até o dia 15 de julho, informações de órgãos de controle e fiscalização que poderão influenciar a análise dos registros de candidatura. Embora o procedimento seja conhecido popularmente como divulgação da "lista de inelegíveis", especialistas esclarecem que nenhum órgão administrativo declara um candidato inelegível. A decisão cabe exclusivamente à Justiça Eleitoral, durante o julgamento dos pedidos de registro de candidatura.

No Piauí, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) disponibiliza a relação de gestores que tiveram contas julgadas irregulares ou receberam parecer prévio pela reprovação. Essas informações são encaminhadas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PI) para subsidiar a análise dos registros de candidatura.

Quais órgãos encaminham informações

Além do TCE-PI, outros órgãos também fornecem dados que podem ser utilizados pela Justiça Eleitoral durante a análise das candidaturas. Entre eles estão:

  • Tribunal de Contas da União (TCU), responsável pelas contas relacionadas a recursos federais;
  • Tribunais de Contas dos Estados (TCEs);
  • Tribunais de Contas dos Municípios (TCMs), onde existem;
  • Poder Judiciário, por meio de decisões judiciais que possam gerar hipóteses de inelegibilidade;
  • Ministério Público Eleitoral, que pode apresentar pedidos de impugnação de candidaturas quando verificar o enquadramento na Lei da Ficha Limpa.

Inclusão na lista não gera inelegibilidade automática

A presença do nome de um gestor na relação encaminhada pelo Tribunal de Contas não impede automaticamente que ele dispute as eleições. A Lei Complementar nº 135/2010 (Lei da Ficha Limpa) estabelece que a inelegibilidade depende da análise do caso concreto pela Justiça Eleitoral. O candidato pode, por exemplo, apresentar decisão judicial suspendendo os efeitos da rejeição das contas ou demonstrar que sua situação não se enquadra nas hipóteses previstas em lei. O próprio TCE-PI ressalta que sua lista reúne gestores com decisões definitivas de contas julgadas irregulares ou pareceres prévios pela reprovação e que compete à Justiça Eleitoral declarar ou não eventual inelegibilidade.

O que é analisado pela Justiça Eleitoral

Durante o período de registro das candidaturas, o TRE examina uma série de informações para verificar se o candidato atende aos requisitos legais. Entre os aspectos avaliados estão:

  • contas julgadas irregulares;
  • condenações por órgãos colegiados, quando previstas na Lei da Ficha Limpa;
  • suspensão dos direitos políticos;
  • decisões judiciais com impacto na elegibilidade;
  • documentação exigida para o registro da candidatura.

Caso sejam identificadas possíveis causas de inelegibilidade, o Ministério Público Eleitoral, partidos políticos, federações ou coligações podem apresentar pedidos de impugnação, que serão julgados pela Justiça Eleitoral.

Relação é atualizada

No caso do TCE-PI, a relação de gestores com contas julgadas irregulares é atualizada periodicamente e pode sofrer alterações até o encerramento do prazo para registro das candidaturas, em razão de novas decisões judiciais, recursos ou revisões processuais. A expectativa é que, nas próximas semanas, as listas enviadas pelos órgãos de controle sejam utilizadas como um dos principais instrumentos para verificar a situação jurídica dos candidatos que disputarão cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual nas Eleições 2026.

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