Reuters Donald Trump afirmou que seguiu orientações do Serviço Secreto e dos militares durante a operação sigilosa.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o avião militar utilizado por ele em um voo secreto no mês passado provavelmente correu um risco maior do que a aeronave presidencial empregada como parte da operação de segurança. A declaração foi dada na noite de terça-feira (11), na Base Conjunta Andrews, em Maryland. Trump confirmou que deixou secretamente a Turquia em outra aeronave após participar de uma cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Ancara.
A mudança no plano de voo foi adotada depois que autoridades americanas receberam informações sobre uma possível ameaça iraniana contra o presidente ou a aeronave que o transportaria. O Irã não assumiu qualquer plano de ataque relacionado ao episódio. Na verdade, acho que o avião em que voei corria um risco maior”, declarou Trump aos jornalistas. Segundo ele, a aeronave alternativa poderia ser considerada um alvo mais provável caso os responsáveis pela suposta ameaça descobrissem a troca.
Serviço Secreto determinou mudança
Trump afirmou que seguiu orientações do Serviço Secreto e das Forças Armadas dos Estados Unidos. Segundo o presidente, as equipes de segurança recomendaram que ele deixasse o Air Force One e embarcasse em outro avião.
“Eu apenas sigo o que eles querem fazer. Eles queriam que eu fosse em outro voo, em outro avião. Eu faço o que eles dizem”, declarou.
Questionado se tinha conhecimento de uma ameaça específica, Trump respondeu que não havia pedido muitos detalhes. “Acho que havia uma ameaça. Não perguntei muito sobre isso. Recebo muitas ameaças”, acrescentou.
Presidente foi retirado secretamente do Air Force One
A operação aconteceu em julho, quando Trump deixava a Turquia com destino ao Reino Unido. De acordo com informações publicadas inicialmente pelo jornal The Washington Post, o presidente embarcou publicamente no antigo Air Force One, mas depois foi retirado da aeronave sem o conhecimento da imprensa e de parte da comitiva. Trump teria sido transportado dentro de um veículo utilizado para levar refeições e suprimentos aos aviões. Longe das câmeras, ele embarcou em um C-32A, aeronave militar menor operada pela Força Aérea americana.
O avião presidencial seguiu viagem como se Trump permanecesse a bordo. Jornalistas, funcionários da Casa Branca e integrantes da comitiva continuaram no Air Force One, que funcionou como uma espécie de chamariz durante a operação. O secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, estavam no avião presidencial. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, acompanhou Trump na aeronave alternativa. Segundo a imprensa americana, os três sabiam da troca.
Operação provoca questionamentos
A revelação gerou críticas e pedidos de explicação sobre os riscos enfrentados pelas pessoas que viajaram no avião utilizado como chamariz. Também foram levantadas dúvidas sobre a decisão de manter jornalistas e servidores sem conhecimento da mudança. A Casa Branca sustenta que a proteção do presidente exige medidas sigilosas e que todas as aeronaves envolvidas estavam submetidas a protocolos de segurança.
Trump afirmou que a decisão coube exclusivamente ao Serviço Secreto e aos militares. Para ele, a mudança não eliminou o perigo porque o avião alternativo poderia ter se tornado o principal alvo de um eventual ataque. Até o momento, as autoridades americanas não divulgaram publicamente todos os elementos de inteligência que motivaram a operação nem apresentaram evidências conclusivas de que o Irã pretendia atacar uma das aeronaves.
Palavra-chave: voo secreto de Trump
Meta descrição: Trump confirma troca secreta de avião após alerta sobre possível ameaça iraniana e diz que aeronave alternativa correu risco maior.
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Sugestão de imagem: Donald Trump desembarcando do Air Force One ou falando com jornalistas na Base Conjunta Andrews.
Legenda: Donald Trump afirmou que seguiu orientações do Serviço Secreto e dos militares durante a operação sigilosa.
Crédito sugerido: Jim Watson/AFP, AP ou Reuters, conforme a fotografia utilizada.