De Picos para o Brasil: Dramaturgo piauiense lança livro na Bienal de São Paulo / Foto: Ascom
O premiado espetáculo “Chico e Flor contra os monstros da Ilha do Fogo”, da Cia Biruta de Teatro, agora é livro e foi lançado na noite da última sexta-feira (11), na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. A obra do dramaturgo e diretor teatral piauiense, Antonio Veronaldo, publicada pela editora IMEPH, conta a história do barqueiro Chico e da sua corajosa amiga Flor. À bordo do invencionáltico, eles se preparam para enfrentar lendas e monstros do Rio São Francisco em uma missão para reencontrar os pais de Chico.
A história, no palco há mais de 10 anos, é fruto das investigações de Veronaldo e da Cia Biruta de Teatro sobre as práticas da cultura popular ribeirinha. A pesquisa virou peça, audiovisual e, agora, chega às páginas dos livros, em forma de dramaturgia. “Estamos muito felizes porque Chico e Flor nascem primeiro como uma pesquisa sobre o nosso território e, hoje, se materializa em um texto dramático, com estrutura de paradidático para a infância. Nosso desejo é que todas as crianças da beira do rio tenham contato com Chico e Flor e os Monstros da Ilha do Fogo”, pontua Veronaldo.

Como explica o autor, a publicação revela um pouco do que alimenta o imaginário do povo ribeirinho, às margens do Velho Chico. “Esse é um livro que traz em sua escrita o nosso imaginário do rio e da região do Vale do São Francisco. Isso é muito importante para que essas histórias, lendas e mitos que banham as cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) fiquem registrados. É a nossa pequena parcela de contribuição na permanência da nossa história”.
Veronaldo ressalta, ainda, a importância de lançar o livro na Bienal de São Paulo como uma possibilidade de propagar a cultura regional. “Esse lançamento é muito importante não só para demarcar o lugar da Cia Biruta como criadora de conhecimento, mas para devolver à nossa região aquilo que ela nos dá como matéria de criação. Isso foi possível por causa da parceria com a IMEPH e é mais um passo nesse caminho de sempre construir histórias que falem da gente”.


Fonte: Ascom