deputado federal André Janones (Rede-MG) quer transformar uma das principais ferramentas digitais da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um instrumento permanente de mobilização popular durante o próximo mandato. Responsável pela criação do canal de WhatsApp Exército do Lula, que ultrapassou 10 milhões de integrantes durante a disputa eleitoral, o parlamentar estabeleceu a meta de alcançar mais de 13 milhões de inscritos até a posse do presidente, em janeiro de 2027.
A estratégia é manter a rede ativa mesmo depois das eleições, utilizando sua capacidade de comunicação para mobilizar apoiadores em torno de iniciativas do governo. Janones considera que a participação popular poderá ganhar importância diante das dificuldades previstas para a articulação política no Congresso Nacional, onde partidos de direita e parlamentares ligados ao bolsonarismo terão peso nas negociações legislativas.
Mobilização digital para enfrentar dificuldades no Congresso
O plano de expansão do Exército do Lula está relacionado à avaliação de Janones sobre os desafios políticos do próximo mandato. Na visão do deputado, o presidente precisará de apoio tanto nas redes sociais quanto no Legislativo para avançar com propostas de interesse do governo.
A intenção é aproveitar a estrutura digital construída durante a campanha para manter contato direto com milhões de apoiadores, divulgar iniciativas do Executivo e estimular a participação popular nos debates políticos.
O canal ganhou projeção durante a eleição presidencial e consolidou Janones como um dos principais articuladores da comunicação digital ligada à campanha petista.
Janones deixa futuro político nas mãos de Lula
Com a visibilidade conquistada nas redes sociais, o deputado passou a ser citado como possível integrante do próximo governo, inclusive para a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).
Antes de um almoço com Lula, marcado para esta quinta-feira (29), em Brasília, Janones afirmou que ainda não recebeu convite para assumir um ministério e indicou preferência por continuar exercendo o mandato parlamentar.
— Eu vou seguir o que o presidente determinar. Se ele falar que é no ministério, se ele falar que é na Câmara, se ele falar que é na liderança, eu vou ouvi-lo — declarou.
O parlamentar ressaltou que sua permanência na Câmara poderia contribuir para a articulação política do governo.
— Acho que eu posso ajudar muito como deputado. O presidente vai precisar de muita força no Congresso, vai precisar de muita força para aprovar projetos do interesse da população — afirmou.
Almoço discutirá próximos passos do governo
Segundo Janones, o convite para o encontro partiu de Lula, durante uma conversa telefônica na quarta-feira (28). A expectativa é que os dois façam um balanço da campanha presidencial e discutam os próximos passos da atuação política do deputado.
Uma transmissão ao vivo com a participação de ambos também estava prevista para quinta-feira, mas poderá ser transferida para sexta-feira (30), devido a problemas na voz dos dois.