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Moraes reabre investigação sobre suposta interferência de Bolsonaro na PF
Por Dulina Fernandes
Publicado em 17/10/2025 09:05
Brasil

Foto: Alan Santos/PR

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu o pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e determinou nesta quinta-feira (16) que a Polícia Federal realize novas investigações sobre a suposta interferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na corporação.

No pedido encaminhado a Moraes, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou que a PF esclareça eventuais conexões entre o inquérito e outras apurações que tramitam no Supremo, como as que investigam uma suposta estrutura paralela montada na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e no Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Segundo Gonet, mensagens trocadas entre Bolsonaro e o então ministro da Justiça, Sergio Moro, em abril de 2020, reforçam as suspeitas de interferência. O procurador apontou ainda indícios de que mudanças na direção da PF e em superintendências regionais, especialmente no Rio de Janeiro e em Pernambuco, possam ter tido como “real motivação” o acesso a informações privilegiadas e a ingerência em investigações sigilosas.

A apuração estava parada desde que a PF enviou à PGR uma manifestação favorável ao arquivamento do caso.

“Imprescindível, portanto, que se verifique com maior amplitude se efetivamente houve interferências ou tentativas de interferência nas investigações apontadas nos diálogos e no depoimento do ex-ministro, mediante o uso da estrutura do Estado e a obtenção clandestina de dados sensíveis”, afirmou Moraes na decisão.

Investigação

O processo foi aberto após Sergio Moro, hoje senador pelo União Brasil, acusar Bolsonaro de tentar intervir politicamente na PF e em investigações que envolviam familiares e aliados do então presidente.

Ao deixar o governo, em abril de 2020, Moro afirmou que a troca no comando da corporação, com a exoneração do então diretor-geral, Mauricio Valeixo, tinha como objetivo “obter acesso a relatórios de inteligência” e “interferir em investigações” em andamento.

Na ocasião, a Polícia Federal concluiu que não havia indícios de crime, e o então procurador-geral Augusto Aras solicitou o arquivamento. No entanto, em maio de 2024, Moraes pediu esclarecimentos sobre se o novo chefe do Ministério Público Federal manteria essa posição.

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