Várias Câmaras Municipais de diversos municípios da região de Picos estão sob nova direção. As mudanças fazem parte de acordos firmados no início do ano. Nessas cidades, caso não haja quebra de compromissos, em janeiro do ano que vem novas mudanças ocorrerão. Nesse modelo, a cada ano da legislatura um vereador ficará responsável por “dar as cartas” na Casa Legislativa.
Sob nova direção I

Em Santa Cruz do Piauí, o vereador Dr. Diogo Rodrigues Leônidas (PT) assumiu, no último sábado (03), a presidência da Mesa Diretora. Ele substituiu o colega de partido João Lucas Santos Luz Leal. Ambos pertencem à base aliada da prefeita Laís Barroso. O novo presidente promete imprimir sua marca à frente da Casa Legislativa.
Sob nova direção II

Em São Luís do Piauí, onde o Legislativo é comandado pelo grupo de oposição, a Mesa Diretora, a partir da próxima segunda-feira (05), ficará sob a batuta do vereador Francildo Bahia (PT). O Legislativo são-luisense era presidido pelo também petista Agostinho Raimundo da Silva. Bahia é bastante conectado à população do município e tem tudo para realizar um grande trabalho.
Sob nova direção III

Já em São João da Canabrava, o vereador Edmerson Sousa (MDB) assumiu a presidência da Câmara Municipal no segundo dia do ano. A cadeira vinha sendo ocupada pelo vereador José Leônidas (MDB), que havia sido reeleito em janeiro do ano passado. No município, o prefeito Elson Silva (MDB), que não teve adversário nas últimas eleições, controla muito bem a Casa Legislativa.
Ponto fora da curva

Um dos municípios onde havia entendimento de rodízio, mas ocorreu um ponto fora da curva, foi Sussuapara. O atual presidente, Velozinho (MDB), uniu-se a mais quatro colegas e criou o chamado “Grupo dos Cinco” (G5), decidindo não abrir mão da presidência. Segundo informações colhidas pela coluna, o comando só será mudado em janeiro do próximo ano e deverá ser ocupado por um dos quatro integrantes do grupo.

Disputa
Na disputa para deputado federal, o cenário em Picos servirá para medir força política visando às eleições de 2028. Vereadores que não irão votar no candidato oficial do Palácio Coelho Rodrigues travam, veladamente, uma disputa para tentar garantir uma votação expressiva a seus candidatos. Caso isso não ocorra, há vereador que poderá “ficar mal na fita”.
Briga de ego
Segundo fonte da coluna, em um determinado município da região de Picos, a relação entre prefeito e vice já não é mais a mesma desde a conquista do poder. Conforme a mesma fonte, o motivo seria a partilha do protagonismo dentro da gestão.
Sumido
O ex-prefeito de um município do território Vale do Guaribas pouco tem sido visto na cena política regional. O ex-gestor ainda não deu sinais de quais candidatos ele e seu grupo político apoiarão no pleito vindouro. Lá, como nas demais cidades, a votação obtida por cada grupo político serve de termômetro para a eleição municipal.
Em ascensão

No município de Geminiano, o nome do deputado Thalles Coelho (Progressistas) tem sido bastante propagado. Uma liderança política local afirmou à coluna que é surpreendente a ascensão do nome do parlamentar. Ele já possui alguns apoiadores na cidade, mas há uma forte tendência de que outros busquem conhecer mais de perto o trabalho do deputado.
Na mesma trilha

Em Itainópolis, o prefeito Miguel Rodrigues (PDT) e o ex-prefeito Paulo Lopes (PT) estão alinhados politicamente. Ambos apoiarão a reeleição dos petistas Flávio Nogueira e Nerinho para a Câmara Federal e a Assembleia Legislativa, respectivamente. A tendência é que os dois líderes mantenham a parceria para o pleito municipal.
Forte tendência
O prefeito Miguel Rodrigues está no segundo mandato e é muito bem avaliado. Por outro lado, uma maioria expressiva da população itainopolense também compartilha da mesma visão política do ex-prefeito Paulo Lopes, que quebrou uma hegemonia de mais de três décadas da família Maia. Com uma gestão participativa e inovadora, ele deu um verdadeiro upgrade ao município. Tudo leva a crer que, mantida a parceria para o pleito municipal, as chances de êxito eleitoral são reais.
Não vingou
Parece que a tentativa de um pequeno grupo de lideranças políticas e comunitárias da cidade de Picos de seguir unido, apoiando os mesmos candidatos na eleição de 2026, não vingou. Segundo um dos entusiastas da ideia, já há possíveis integrantes debandando para outros caminhos.