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Projeto quer medir felicidade no PI para orientar políticas em saúde mental
Por Dulina Fernandes
Publicado em 11/02/2026 21:09
Piaui

Foto: Freepik

 

Um projeto apresentado na Assembleia Legislativa do Estado do Piauí (Alepi) quer que o governo passe a acompanhar, de forma sistemática, o nível de bem-estar e de felicidade dos piauienses para definir prioridades nas políticas públicas. A proposta é do deputado Francisco Limma (PT) e cria diretrizes para a implantação do chamado Índice de Felicidade Interna Bruta (FIB-PI).

A matéria ainda está em tramitação. Para começar a valer, precisa ser aprovada pelos parlamentares e depois sancionada pelo governador. Mesmo assim, o texto já indica como o instrumento poderá funcionar e que tipo de impacto ele pode ter na vida da população.

A ideia central é que o Estado não olhe apenas para números econômicos, como renda ou crescimento do PIB, mas também para fatores como saúde emocional, relações familiares, sensação de propósito, ambiente de trabalho e percepção de desigualdade.

Se o índice sair do papel, esses dados deverão orientar o planejamento, a execução e a avaliação de políticas públicas em diferentes áreas.

Pelo projeto, o FIB-PI serviria como base para que o poder público possa:

  • diagnosticar situações de maior vulnerabilidade;
  • acompanhar a evolução do bem-estar da população;
  • promover ações educativas e preventivas;
  • ampliar o acesso à orientação em saúde mental;
  • definir prioridades a partir de evidências.

A proposta prevê que os resultados sejam utilizados de forma estatística e coletiva, sem divulgação de informações pessoais. O Executivo também poderá, caso a lei seja aprovada, criar uma plataforma digital, aplicativo e painéis de indicadores para apoiar a gestão.

Justificativa do projeto

Na justificativa do projeto, o deputado afirma que o Piauí enfrenta um cenário preocupante na área da saúde mental. O texto cita que, somente em 2024, foram registrados 3.238 afastamentos do trabalho por questões psicológicas. Desses, 907 ocorreram por ansiedade e 825 por depressão, além de outros transtornos como bipolaridade, esquizofrenia e dependência química.

Outro dado apresentado aponta que, entre 2021 e 2024, os afastamentos por transtornos mentais mais que triplicaram no estado.

A proposta também menciona uma pesquisa realizada em Teresina indicando que 31,3% da população adulta e idosa apresenta transtornos mentais comuns, como ansiedade e depressão.

Para o parlamentar, os números revelam que, apesar da ampliação de serviços como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), ainda há necessidade de fortalecer políticas preventivas.

Inspirado em experiências internacionais

O projeto lembra que países e organismos internacionais já utilizam indicadores de bem-estar para complementar dados econômicos. O exemplo mais conhecido é o do Butão, que adota a Felicidade Interna Bruta como referência de desenvolvimento humano.

Segundo o autor, a intenção é trazer metodologia semelhante para a realidade piauiense, respeitando as particularidades locais.

Se aprovado e sancionado, o projeto autoriza o governo a instituir o índice. Caberá ao Poder Executivo definir metodologia, fontes de dados, órgãos responsáveis e a integração com o planejamento estadual.

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