Wellington Dias é cotado para assumir a articulação política do governo / Foto: Reprodução / SBT
O programa Poder em Foco, do SBT, que vai ao ar no domingo (01) às 21h, traz uma entrevista com o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. O ministro trata de temas centrais da agenda política, social e internacional, com foco na articulação do governo, na política migratória e no combate a fraudes em programas sociais.
Um dos principais pontos da entrevista é a possível mudança de pasta no governo federal. Wellington Dias comenta a possibilidade de assumir a Secretaria de Relações Institucionais, diante da saída da ministra Gleisi Hoffmann, que deve deixar o cargo para disputar as eleições. "O presidente avalia o melhor desenho político para este momento. Onde eu estiver, a missão será dialogar e fortalecer a base do governo", afirma o ministro.
No cenário internacional, Wellington Dias aborda a operação dos Estados Unidos na Venezuela, classificada por ele como grave. Segundo o ministro, a principal preocupação é o impacto humanitário e a instabilidade regional. "Qualquer ação desse tipo amplia o sofrimento da população civil e gera reflexos diretos nos países vizinhos", diz.
O ministro ressalta ainda que mais de 155 mil venezuelanos já foram interiorizados no Brasil, o que exige planejamento contínuo do Estado brasileiro. Ao tratar da questão migratória, o ministro destaca que o Brasil mantém uma política de acolhimento, mas reconhece os desafios enfrentados por estados e municípios.
"É preciso garantir acolhimento com responsabilidade, integração ao mercado de trabalho e autonomia das famílias, sem sobrecarregar os serviços públicos locais", afirma, ressaltando que a interiorização é parte central dessa estratégia.
Na área social, Wellington Dias detalha o reforço nas fiscalizações contra fraudes no Bolsa Família. Segundo ele, o governo avança no cruzamento de dados e no monitoramento dos benefícios.
"Combater fraudes é proteger quem realmente precisa. Cada irregularidade corrigida fortalece o programa e garante justiça social", afirma.
O ministro destaca ainda que milhões de famílias deixam o programa após aumento de renda, reforçando o caráter de promoção da autonomia.
Fonte: Cidadeverde