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Jornalista Mário Rolla morre aos 85 anos no Rio e é lembrado por colegas e familiares
Profissional com mais de seis décadas na imprensa deixa legado em grandes redações
Por Dulina Fernandes
Publicado em 20/03/2026 11:48
Brasil
O jornalista Mário Rolla, à esquerda, a poeta Marília Abreu, com quem foi casado por 50 anos, à direita, e ao centro Malva Abreu, filha do casal — Foto: Arquivo Pessoal

Morreu na madrugada desta quinta-feira (19), aos 85 anos, o jornalista Mário Gustavo Rolla, conhecido ao longo da carreira como Mário Rolla. Com mais de seis décadas dedicadas à comunicação, o profissional construiu uma trajetória marcante em importantes veículos da imprensa brasileira.

Carioca e torcedor apaixonado do Flamengo, Rolla viveu parte da infância em Belo Horizonte antes de retornar ao Rio de Janeiro, onde consolidou sua carreira. Ao longo dos anos, atuou em redações de destaque como O GLOBO, Jornal do Brasil e Correio da Manhã.

Além disso, também teve passagens por veículos como a Tribuna da Imprensa e o Jornal da Vale do Rio Doce, criado por ele em 1985 a convite do então presidente da estatal, Eliezer Batista.

Trajetória marcada por inovação e reconhecimento

À frente do Jornal da Vale, Mário Rolla comandou uma equipe que conquistou indicações a prêmios nacionais e internacionais. O jornal também reuniu nomes importantes do cenário intelectual e ambiental, como Washington Novaes e Fernando Gabeira.

Amigo de longa data, Gabeira relembrou a convivência com o jornalista desde os tempos em Belo Horizonte, destacando a amizade de mais de cinco décadas e o talento profissional de Rolla, além do bom humor constante.

A parceria entre os dois também aparece no documentário “Gabeira: Eu não fui preparado para a vida doméstica” (2017), dirigido por Moacyr Goés, que retrata momentos marcantes da trajetória do político e jornalista.

Atuação além das redações e reconhecimento de colegas

Na década de 1990, Rolla atuou como consultor da Brasif, grupo empresarial de investimentos. Nos últimos 20 anos, trabalhou como assessor de imprensa da Dufry, multinacional do setor de free shops.

O jornalista Merval Pereira, que trabalhou com Rolla em O GLOBO, destacou sua habilidade como redator e editor. Segundo ele, o colega se destacava pela rapidez na escrita, criatividade e profundo conhecimento político, especialmente dos bastidores de Brasília.

Essas características ajudaram a consolidar sua reputação como um dos profissionais mais completos de sua geração na imprensa brasileira.

Família, despedida e legado pessoal

Mário Rolla morreu em seu apartamento, na Rua Paissandu, no Flamengo, vítima de infarto. Ele deixa a esposa, a poeta Marília Abreu, com quem foi casado por 50 anos, e a filha Malva Abreu.

Em homenagem ao pai, Malva destacou a inteligência e a personalidade marcante do jornalista, descrevendo-o como alguém prático, brilhante e que gostava de reunir amigos e familiares em momentos festivos.

O velório será realizado nesta sexta-feira (20), a partir das 9h, na Capela B Premium do Crematório São Francisco Xavier, no Caju, Zona Norte do Rio. A cerimônia de cremação está prevista para as 11h.

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