O preço do gás de cozinha deve sofrer um novo aumento no Piauí a partir desta semana. De acordo com o Sindicato dos Revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo do Piauí (Sindirgás), o reajuste deve variar entre R$ 7 e R$ 10, a depender da região, podendo elevar o valor médio do botijão de 13 quilos para até R$ 125.
Segundo o vice-presidente do Sindirgás, Tiago Pereira, o aumento é reflexo de sucessivos reajustes registrados nas últimas semanas, impactando diretamente toda a cadeia de distribuição do produto.
Assis Fernandes/ODIA
“Semana passada teve um leilão da Petrobras em relação ao gás de cozinha e isso impactou fortemente as distribuidoras de gás e, consequentemente, as revendas. Recebemos comunicados formais informando os aumentos, com justificativas como recomposição de margem e os efeitos do leilão”, explicou.

Assis Fernandes/O Dia – Tiago Pinheiro, vice-presidente do Sindirgás-PI
Ainda de acordo com o representante do sindicato, os valores repassados pelas distribuidoras giram em torno de R$ 7, mas o impacto final ao consumidor pode chegar a cerca de R$ 10 por botijão. “Esses valores devem ser repassados a partir desta semana ao consumidor final, refletindo em um aumento médio de até 10 reais no preço do botijão de gás de 13 quilos”, afirmou.
O sindicato destaca que tanto os revendedores quanto os consumidores devem sentir os efeitos do reajuste de forma imediata, já que o repasse ocorre diretamente na ponta final da cadeia.
Segundo aumento registrado em 2026
Este é o segundo aumento registrado em 2026. Um aumento do ICMS aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) ainda em setembro do ano passado para todo o Brasil, entrou em vigor no dia 1º de janeiro deste ano. O gás de cozinha, item essencial nas residências piauienses, ficou mais caro. O preço médio do botijão teve um acréscimo médio de R$ 1,05 com o reajuste tributário.
O aumento foi determinado pelo Confaz, órgão que reúne representantes do governo federal e dos estados, incluindo o Piauí. Segundo o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), o reajuste foi calculado com base nos preços médios mensais dos combustíveis entre fevereiro e agosto de 2025, comparados ao mesmo período de 2024, conforme dados oficiais da ANP. Essa é a segunda alta consecutiva do ICMS sobre combustíveis, já que em fevereiro de 2025 o imposto também havia sido elevado também pela Confaz.