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Deslizamento no Bairro Paroquial afeta famílias em Picos após vazamento de água
Paredão cedeu por conta de um cano rompido, de responsabilidade da empresa Águas do Piauí….
Por Dulina Fernandes
Publicado em 29/04/2026 16:25
Picos

Seis famílias do bairro Paroquial, em Picos, foram atingidas por um deslizamento de terra na manhã desta quarta-feira (29), causado pelo rompimento de um cano que passava sob o morro. O paredão cedeu, destruindo parcialmente casas próximas e gerando pânico entre moradores que reclamavam do vazamento há três meses. Equipes da Defesa Civil e Secretaria de Obras atuam no local para conter riscos adicionais.

Três famílias diretamente impactadas relataram que abriram múltiplas reclamações à Águas do Piauí, concessionária responsável pelo encanamento, sem resposta efetiva. A instabilidade do solo agravou o problema, levando ao colapso da barranca em frente às residências. Até o momento, não há feridos, mas o cenário assusta a vizinhança com medo de novos deslizamentos.

A secretária de Defesa Civil, Camila Maté, confirmou que o órgão identificou o risco na terça-feira (28), após acionamento do Corpo de Bombeiros e da associação de moradores. Segundo ela a Defesa Civil esteve no local e interditou a área pois já era previsto um desmoronamento por conta do vazamento de água. A Águas do Piauí realizou reparos iniciais, mas o cedimento ocorreu mesmo assim.

A secretária também destacou o apoio imediato às vítimas, garantindo o isolamento da área e orientando os moradores quanto a situação. Além disso, as famílias atingidas serão encaminhadas para o recebimento de aluguel social, em conjunto com a Secretaria de Assistência Social. A concessionária de abastecimento de água ainda não se manifestou oficialmente sobre responsabilidades ou cronograma de contenção definitiva.

O bairro Paroquial já registrou incidentes semelhantes no passado, como deslizamentos em 2024 que danificaram casas, e problemas crônicos com escoamento e vazamentos em 2026. Especialistas alertam que solos instáveis em encostas, somados a infiltrações, aumentam riscos em áreas urbanas irregulares. As autoridades seguem monitorando as chuvas recentes, que podem agravar a situação, e pedem que moradores evitem a zona interditada.

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