Vinícius Jr salvou o Brasil da derrota para Marrocos
A "Seleção que encanta" deixou os torcedores no MetLife Stadium, em Nova Jersey, com a sensação de alívio, e não de alegria. Na estreia da Copa do Mundo de 2026, o Brasil empatou em 1 a 1 com o Marrocos neste sábado (13), em um jogo que expôs todas as fragilidades da equipe comandada por Carlo Ancelotti.
Se depender do futebol apresentado na primeira rodada do Grupo C, a caminhada do hexacampeonato começa com um severo alerta laranja. A atuação foi tão abaixo da crítica que, para muitos analistas, o saldo final foi de alívio por não ter saído de campo com uma derrota .
Primeiro tempo de apagão e desorganização
A expectativa era alta, mas o que se viu nos primeiros 45 minutos foi um time desorientado. O Marrocos, que foi semifinalista em 2022, dominou o meio-campo e colocou a defesa brasileira na roda. O Brasil jogou boa parte do primeiro tempo na defensiva, sofrendo com a velocidade e a organização tática adversária.
O castigo veio aos 21 minutos. Em um passe açucarado de Brahim Díaz, o atacante Ismael Saibari se aproveitou da sonolência da zaga e encobriu Alisson com categoria: 1 a 0 para os marroquinos .
A impressão que se tinha em campo é a de que o "Brasil não se encontrou". As "erradas parças" (como relatado na análise tática) eram constantes, com Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá errando passes simples e sobrecarregando a defesa . O time do técnico Carlo Ancelotti parecia sem referência, algo que o próprio comandante italiano terá que corrigir às pressas .
A faísca de Vinicius Jr.
Quando tudo parecia perdido nos instantes iniciais, a estrela individual brilhou. Aos 31 minutos, Vinicius Junior, o grande nome da equipe na noite, recebeu na entrada da área, cortou para o meio e soltou uma bomba no ângulo esquerdo de Bounou: é o gol do empate .
Apesar de "salvar" o Brasil de um primeiro tempo desastroso, o gol teve gosto de quase nada. O craque do Real Madrid até tentou, mas a sensação geral é que o restante do time não acompanhou o ímpeto do camisa 7.
Segundo tempo de domínio estéril
Se na etapa inicial o Brasil foi dominado, no segundo tempo o cenário mudou: a Seleção passou a dominar a posse de bola, mas pecou no que era mais vital. O time teve "tentativas infrutíferas", chutou muito pouco a gol e foi totalmente ineficiente na hora de furar o bloqueio defensivo de Marrocos .
Segundo dados da partida, o Brasil finalizou 6 vezes no primeiro tempo e outras tantas no segundo, mas poucas vezes com real perigo, esbarrando na solidez do goleiro Bono . A ausência de Neymar (lesionado) pesou na falta de criatividade, mas a desorganização tática foi o principal vilão .
Final de jogo de fôlego e sinal de alerta
A parte final do confronto foi um verdadeiro sufoco. Contrariando a lógica de quem busca a vitória, o Brasil voltou a ficar na defensiva. O Marrocos mandou no jogo, pressionou e esteve perto de marcar o segundo em diversos momentos .
Se a estreia era para tranquilizar, o resultado acendeu o sinal vermelho. A impressão dos analistas é unânime: se o Brasil repetir as atuações das "tentativas infrutíferas" e da fragilidade defensiva nos próximos jogos, "se passar da primeira fase já será uma grande vitória".
Agora, Carlo Ancelotti tem menos de uma semana para reconstruir a moral e, principalmente, encontrar um esquema tático que dê consistência à equipe antes do próximo compromisso contra o Haiti, na sexta-feira (19) .