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Polícia Civil reconstitui atropelamento que matou Odete de Sousa na BR-407, em Picos
Procedimento busca definir se a vítima foi atingida no acostamento ou na faixa de rolamento e deverá auxiliar na apuração de eventual responsabilidade criminal….
Por Dulina Fernandes
Publicado em 16/09/2026 09:21
Picos

A Polícia Civil do Piauí realizou, nesta terça-feira (15), uma reprodução simulada para esclarecer a dinâmica do atropelamento que resultou na morte de Odete de Sousa, em Picos. O caso é investigado como homicídio culposo no trânsito.

O acidente aconteceu na noite de 12 de abril de 2025, por volta das 21h, na BR-407, na região do Junco. O ponto fica em frente à entrada da garagem da Itapemirim, no sentido de Geminiano.

 

Odete havia saído de um culto religioso e atravessava a rodovia em direção à residência onde morava, localizada nas proximidades, quando foi atingida por um veículo. O atropelamento resultou na morte da vítima.

FOTOS: CIDADES NA NET

Em entrevista exclusiva ao Cidades na Net, o delegado Rodrigo Morais Matos explicou que os depoimentos das testemunhas e o laudo pericial não permitiram estabelecer uma conclusão definitiva sobre a dinâmica do ocorrido.

FOTOS: CIDADES NA NET

“Emergiram inúmeras dúvidas, tanto dos depoimentos das testemunhas como do laudo pericial. Não existe uma conclusão cabal sobre a dinâmica do fato”, declarou.

Uma das principais questões investigadas é se o atropelamento aconteceu no acostamento ou na faixa de rolamento da BR-407. Essa definição poderá contribuir para avaliar a conduta do motorista investigado e uma eventual responsabilidade criminal.

Segundo o delegado, a Polícia Civil também realizou diligências para tentar localizar imagens de câmeras de segurança que mostrassem o momento do atropelamento, mas nenhum registro foi encontrado.

Diante das dúvidas existentes, o Ministério Público requisitou a realização da reprodução simulada. O motorista investigado e as testemunhas foram intimados para participar do procedimento.

A reconstituição contou com o apoio de uma equipe da perícia deslocada de Teresina. Um drone foi utilizado para registrar a simulação por diferentes ângulos e auxiliar na análise da posição da vítima, do deslocamento do veículo e do possível ponto do impacto.

As imagens e informações produzidas serão confrontadas com os depoimentos, o laudo pericial e os demais elementos reunidos no inquérito policial. O resultado deverá auxiliar a Polícia Civil e o Ministério Público na avaliação sobre a existência ou não de responsabilidade criminal.

A reprodução simulada não representa uma conclusão antecipada nem atribui automaticamente culpa ao motorista investigado. As circunstâncias do atropelamento serão definidas após a análise técnica e a conclusão do inquérito.

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