“Pura baderna e desordem”: comandante da PM critica invasão de motoboys em Picos
Operação conjunta da Polícia Militar e Civil já resultou em prisões de envolvidos na invasão, enquanto o comandante Felipe Oliveira reforça que o movimento foi organizado para promover caos e insegurança na cidade.
Na manhã desta terça-feira (24), a Polícia Militar, em conjunto com a Polícia Civil, iniciou os trabalhos de identificação e captura dos envolvidos na invasão de uma residência em Picos-PI. O episódio foi motivado por uma agressão sofrida por um entregador no domingo (22), que levou um grupo de motoqueiros a atacar a casa do suspeito no dia seguinte. Segundo o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar de Picos, o tenente coronel Felipe Oliveira, a operação já resultou em prisões e novos desdobramentos estão em andamento.
“Nós tão logo soubemos da ocorrência, percebemos que foi uma ação de exibicionismo, filmada e divulgada. Uma revolta cujo mérito até pode ser justo, mas é inadmissível uma reação daquela proporção. Isso é pura baderna e desordem”, afirmou Oliveira.
O comandante destacou que a Polícia Militar não aprova a atitude do agressor inicial, mas condena veementemente o movimento organizado para promover caos. Ele anunciou que haverá intensificação da fiscalização sobre entregadores na cidade, com apoio da ROCAM e das guarnições do 4º BPM.
“A maioria dos entregadores são cidadãos de bem, que trabalham para sustentar suas famílias. Mas no meio deles há indivíduos com ficha criminal, e identificamos justamente essas pessoas como cabeças do movimento. Vamos conversar com donos de estabelecimentos para ordenar procedimentos nas contratações”, explicou.
O comandante também confirmou que o Serviço de Inteligência já localizou alguns dos envolvidos e que flagrantes estão sendo lavrados pela Polícia Judiciária. Ele ressaltou que, no momento da agressão inicial ao entregador, a Polícia Militar não foi acionada via 190 ou WhatsApp, mas boletins de ocorrência foram registrados posteriormente por ambas as partes.
“Esse tipo de revolta é inadmissível aqui na cidade. Gera sensação de insegurança e vai totalmente contra os princípios da ordem pública e do Estado de Direito”, concluiu o comandante.